– O cultivo das vocações sacerdotais é de responsabilidade de todas as Paróquias, com suas Pastorais e Movimentos. Os Presbíteros têm, neste campo, uma responsabilidade e uma função primordial.
– Sejam incentivadas em todas as Paróquias e Comunidades Católicas iniciativas e grupos que rezem e trabalhem pelo sustento das Vocações sacerdotais da Arquidiocese.
– A Pastoral Vocacional contará com um Coordenador Arquidiocesano que poderá ser um Leigo (a), assessorado por um Presbítero.
– Ela responderá pela organização dos Encontros Vocacionais Arquidiocesanos , que acontecerão uma vez por mês. Nestes Encontros, os jovens vocacionados deverão ser ajudados no discernimento vocacional, enfatizando, dentre todas as vocações, o ministério presbiteral.
– Em todas as Paróquias e Regiões Pastorais, sejam formadas Equipes de Pastoral Vocacional que promovam e incentivem as vocações para o sacerdócio e a vida religiosa, bem como o cuidadoso acompanhamento dessas vocações, segundo estabelece a Pastoral Vocacional da Arquidiocese.
– Os jovens, naturalmente, deverão ser provenientes das Paróquias da Arquidiocese. Contudo, em casos especiais, e com autorização do Arcebispo, poderão ser aceitos para realizar o processo de discernimento nos Encontros Vocacionais, jovens provenientes de outros lugares.
– Os jovens que participam dos Encontros Vocacionais serão avaliados pela Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Vocacional, juntamente com o Reitor do Seminário Menor e Propedêutico e o Pároco da Paróquia de origem.
– Se constatados sinais de vocação, poderão, se não houver obstáculos, ser apresentados ao Arcebispo, solicitando admissão ao Seminário Menor ou ao Curso do Propedêutico, segundo o grau de estudo em que se encontram.
– Será um lugar especificamente determinado de acolhida e acompanhamento de vocacionados que estão cursando o Ensino Médio, estabelecido segundo critérios e orientações da Equipe Arquidiocesana de Formação, em comum acordo com o Arcebispo.
– Sob a orientação do Arcebispo, cuidem os responsáveis do Propedêutico, para que haja um justo e apurado cuidado na admissão de candidatos ao Seminário e, para isso, é necessário que os formadores e responsáveis façam esmerada seleção de candidatos que leve em consideração o equilíbrio psicológico de personalidade sadia, motivação genuína de amor a Cristo, à Igreja e ao mesmo tempo capacidade intelectual adequada às exigências do ministério no tempo atual.
– No caso de candidatos egressos de outras Dioceses da Província Eclesiástica ou de outras Dioceses, serão aceitos somente com carta de recomendação informando as reais condições do candidato, preferencialmente do responsável pela Casa de Formação à qual o candidato esteve vinculado. Por fim, o Arcebispo decidirá sobre o ingresso ou não do candidato.
– Os seminaristas, devidamente aprovados pela Equipe de Formação do Seminário, sejam instituídos no Ministério de Leitor, durante o segundo ano de Teologia, e no Ministério de Acólito, no terceiro Ano de Teologia, devendo ainda participar do Rito de Admissão entre os Candidatos à Ordem Sacra, antes de concluírem o Curso de Teologia.
– O Conselho de Formadores, preferencialmente multidisciplinar, sacerdotes idôneos e profissionais em áreas humanas específicas, tem como principal missão a de elaborar e acompanhar um projeto formativo das Casas de Formação, que ofereça aos seminaristas um verdadeiro processo integral: humano, espiritual, intelectual e pastoral centrado em Jesus Cristo, Bom Pastor.
– Para que o Seminário realize em plenitude a sua missão, cuide o Arcebispo com seu Conselho de Formadores, Conselho Arquidiocesano de Presbíteros e a Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Vocacional, de elaborar um Diretório de Formação e o Regulamento das Casas de Formação, Propedêutico e Seminário Maior, que sejam assumidos e observados por todos.
– É fundamental que, durante os anos de formação, os seminaristas tornem-se e perseverem como autênticos discípulos, chegando a realizar um verdadeiro encontro pessoal com Jesus Cristo.
– No processo formativo, os candidatos sejam orientados para a vivência do Celibato como dom e possibilidade de vida afetiva integrada, convivência sadia e altruísta, paternidade espiritual fecunda e ação pastoral generosa.
– Durante os períodos de formação filosófica e teológica, os formandos realizarão suas experiências pastorais nas Paróquias da Arquidiocese, com períodos de 2 anos de duração em cada Paróquia, salvaguardadas outras iniciativas ou decisões, sempre a critério do Arcebispo.
– Será muito oportuno organizar missões paroquiais durante uma semana no período de férias de janeiro, nas quais os seminaristas, futuros Presbíteros, cultivarão e aprimorarão o espírito missionário.
– Tais missões, com os seminaristas devidamente preparados, inclusive com Curso de Introdução à Missiologia, deverão ser requisitadas pelo Pároco e combinadas com o Reitor e seminaristas pelo menos seis meses antes.
– Durante o tempo de formação, além da experiência de Estágio Pastoral realizada aos finais de semana nas Paróquias da Arquidiocese, sejam oferecidas aos seminaristas oportunidades de presença em hospitais, presídios, meios de comunicação social, espaços universitários e também em espaços de atuação dentro da própria estrutura eclesial, como na formação dos futuros Padres e na área acadêmica.
– O Reitor do Seminário, 2 vezes ao ano, apresente ao Conselho Arquidiocesano de Presbíteros, o relatório, o mais completo possível, de cada seminarista da Filosofia e Teologia.
– O Curso Propedêutico conta com o Reitor, um Diretor Espiritual, uma Equipe de professores e um Psicólogo(a); o Seminário Maior, com o Reitor, Diretor Espiritual e um Psicólogo tanto para os seminaristas da Filosofia, como para aqueles da Teologia.
– Sobre o processo de formação e os requisitos para que um candidato seja admitido à Ordenação Diaconal ou Presbiteral, observem-se as normas do Código de Direito Canônico e as Diretrizes para a formação dos futuros Presbíteros estabelecidas pela Igreja.
– O Arcebispo, auxiliado pelo Conselho de Formadores e pelo Conselho Arquidiocesano de Presbíteros , de acordo com as normas e orientações do Magistério da Igreja, cuidará com zelo de formar os seus futuros Presbíteros e, para esse fim, constituirá as chamadas Casas de Formação, o Propedêutico e o Seminário Maior, como residência para os Seminaristas que estejam cursando filosofia e teologia.
– A Arquidiocese de Botucatu segue as seguintes etapas no processo de formação de seus futuros Presbíteros: 1 ano de Propedêutico realizado no Seminário São José, em Botucatu; o curso de 3 anos de Filosofia e 4 de Teologia, realizados em Instituto da própria Arquidiocese, do Sub-Regional de Botucatu da CNBB ou, em outros lugares, segundo determinação do Arcebispo.
– A ordenação diaconal dos futuros Presbíteros na Arquidiocese de Botucatu será após o término do Curso de Teologia e do Ano de Pastoral, e com a devida aprovação do Arcebispo.
– As ordenações diaconais ou presbiterais não devem coincidir com festividades do Calendário Litúrgico que dificultem a participação do Presbitério, pela necessidade de estarem celebrando em suas respectivas comunidades.
– É conveniente que as ordenações diaconais sejam realizadas em conjunto na Catedral Metropolitana de Botucatu.
– O compromisso de Celibato, acompanhado de sua fórmula escrita com as devidas assinaturas, seja ordinariamente realizado durante a celebração da Ordenação Diaconal, segundo prescreve o Ritual das Ordenações.
– A Ordem do Presbiterado será concedida após o exercício do Diaconato por tempo conveniente, não inferior a seis meses.
– A Ordenação dos futuros Presbíteros seja celebrada em datas e horários que possam facilitar uma maior participar possível de Presbíteros e fiéis, em geral.
– As ordenações presbiterais se realizem, em princípio, nas comunidades onde os ordinandos estejam domiciliados, prestem serviços pastorais ou estão destinados, com o consentimento do Pároco e do Arcebispo.
– Para tanto, essas comunidades deverão preparar-se com grande empenho, fazendo da celebração da Ordenação momento especial de vitalidade da Pastoral Vocacional.
– Os Presbíteros, como forma de manifestar o acolhimento e fraternidade para com o novo irmão no Presbitério, empenhem-se em participar das ordenações.
– As celebrações das Primeiras Missas dos novos sacerdotes se revistam de grande solenidade para as comunidades onde elas se realizarem e sejam momentos fortes de catequese e evangelização sobre a missão do Padre no seio da Igreja.
– Os novos Presbíteros sejam nomeados para as funções de Vigários Paroquiais ou outras funções auxiliares, e não assumam, nos dois primeiros anos, responsabilidades por demais exigentes. Ao Arcebispo, todavia, considerando as características pessoais do Presbítero e a realidade da Arquidiocese, assiste-lhe o direito de agir de outro modo.
– Entre as ações a serem desenvolvidas em favor da valorização do ministério e da vida dos Presbíteros, a Pastoral Presbiteral buscará acompanhar os recém-ordenados, pelo menos, nos cinco primeiros anos de vida ministerial.
– Esteja permanentemente atenta às necessidades próprias dos sacerdotes idosos, em especial eméritos; cuidará para que todos os Presbíteros estejam vinculados ao sistema vigente de Previdência Social (aposentadoria) e de Saúde e que, de acordo com períodos previamente determinados, seja dada oportunidade aos Presbíteros para se atualizarem intelectual e espiritualmente.
– A Pastoral Presbiteral dê sua contribuição para que os Presbíteros religiosos se sintam acolhidos, com seus carismas respeitados, e integrados ao Presbitério Arquidiocesano; sejam também orientados e motivados a assumirem plenamente as orientações, normas, diretrizes, usos e costumes da Igreja Particular em que estão exercendo suas funções sacerdotais.
– Seja trabalhado, como parte integrante da Pastoral Presbiteral, o sentido do sacerdócio ministerial exercido numa dimensão de Presbitério, onde os Presbíteros são ordenados para um projeto arquidiocesano, superando apegos exagerados a lugares, ofícios ou pessoas, e evitando, desse modo, sofrimentos desnecessários no momento de nomeação ou transferência de função ou de uma Paróquia para outra.
– Os Presbíteros, desde a ordenação presbiteral, mantenham constantemente atualizados o Inventário pessoal e a destinação de seus bens pessoais, com Testamento registrado, evitando, desse modo, problemas no momento de transferência de Paróquia ou repartição de eventual herança.
– Para a formação dos Diáconos Permanentes, existe, na Arquidiocese, a Escola Diaconal, segundo as normas e diretrizes já aprovadas e publicadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Doc. no 96).
– A partir destas diretrizes da CNBB, a Escola Diaconal contará com um Estatuto de Formação próprio, devidamente aprovado pelo Arcebispo e pelo Conselho Arquidiocesano de Presbíteros, cuja finalidade principal é organizar a formação dos candidatos ao Diaconato Permanente.
– A admissão, a formação e a aprovação de candidatos ao Diaconato Permanente na Arquidiocese de Botucatu sejam feitas conforme as normas e diretrizes vigentes na Igreja.
– Para a aprovação do candidato à Ordenação Diaconal, na Arquidiocese, requer-se o parecer do Conselho Arquidiocesano de Diáconos, da Equipe de Formação da Escola Diaconal, do Pároco de origem e do Conselho Arquidiocesano de Presbíteros.
– Os Diáconos Permanentes estão direta e estreitamente ligados ao ministério episcopal. Com os Presbíteros, eles são, respectivamente, os dois braços do Arcebispo no serviço das duas mesas: da Palavra e da Eucaristia e dos pobres.
– Esta experiência muito rica não restrinja os Diáconos Permanentes somente às funções litúrgicas, mas sejam despertados para a dimensão do exercício da caridade, nas suas mais variadas expressões, e como característica central desse ministério.
– As esposas dos Diáconos Permanentes, quando possível, participem dos encontros de formação e nas atividades do Diácono, como ajuda e apoio no exercício de seu ministério.
OBS: O Texto Oficial do Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos encontra-se na página da Arquidiocese, no espaço Orientações.
PASTORAL MISSIONÁRIACUIDANDO BEM DE QUEM JÁ PARTICIPA, ACOLHENDO BEM QUEM NOS PROCURA E PROCURANDO PELOS AFASTADOS
– De 2016 a 2017, a partir das Assembleias Paroquias e coordenação do Conselho Arquidiocesano de Missão e Pastoral – CAMP – foi elaborado o Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos. Da sua elaboração todos tiveram a oportunidade de participar com observações e sugestões, seja na fase de Esboço, como também como Texto Provisório.
– O Texto Oficial, depois de avaliado por 3 Especialistas
– Dogmática, Direito Canônico e Pastoral – foi promulgado pelo Arcebispo no dia 15/11/2017.
– Agora, estamos na fase de sua implantação em todas as Paróquias da Arquidiocese.
– Em 2024 será realizada a sua Avaliação, com as atualizações que se fizerem necessárias. Sempre agradecido!
Pe. José Hergesse – Coordenador Arquidiocesano de Pastoral
Continuação…
O sacramento da eucaristia 3ª parte - orientações pastorais
A preparação das crianças para a 1ª eucaristia
– Preparar as crianças para a vida eucarística é dever, em primeiro lugar, dos pais ou responsáveis. Deve ser estimulada a sua participação no processo catequético.
– A preparação para a 1ª Eucaristia de crianças, quanto ao tempo de duração, seja de 3 anos.
– No momento da inscrição para a preparação à 1ª Eucaristia a criança deve estar com 8 anos completos.
– As crianças que ainda não foram batizadas, começam a preparação para a 1ª Eucaristia e depois de um tempo de preparação, não inferior a 6 meses, receberão o Sacramento do Batismo.
– A Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia esteja também preparada para receber crianças que se apresentam em outros períodos do ano, com dinâmica específica de acompanhamento, evitando, desse modo, que a criança se sinta recusada, e, assim, tendo que esperar pelo início do próximo ano, corra o risco de desanimar, desistir e se afastar.
– A preparação seja confiada a Catequistas com boa capacitação doutrinal e espiritual e comprovado testemunho de vida cristã, sob a supervisão do Pároco ou do Coordenador da Capela.
– A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia indique 3 opções de subsídios catequéticos, deixando livre a escolha de um deles por parte das Paróquias.
– A preparação seja feita nas Paróquias, Capelas ou Comunidades Eclesiais.
– A catequese de preparação para a Eucaristia não deve ser considerada de forma isolada, mas integrada ao contexto da Iniciação Cristã como um todo e inserida num processo de formação contínua.
– A metodologia adotada, sem deixar de ser querigmática e mistagógica , deve ter em conta as modernas orientações da pedagogia, utilizando linguagem acessível às crianças e recursos didáticos apropriados para explicar a fé e motivar na criança o seguimento de Jesus e a inserção na vida da Igreja.
– Nos encontros de Catequese, além da formação doutrinária e da preparação específica para determinado sacramento, o catequizando deverá receber também uma formação humana e cristã integral, que o capacite a viver e atuar como cristão, testemunha do Evangelho e agente de transformação nos diversos ambientes de que participa.
– A Renovação das Promessas Batismais, quando possível, seja realizada antes da celebração da primeira Eucaristia, levando pais e padrinhos a reassumir com maior ardor o “sim” oferecido junto à pia batismal de seus filhos e afilhados, estimulando-os a continuar acompanhando o catequizando no caminho do ser Igreja. Ou, então, na Missa de 1ª Eucaristia.
– A transferência da preparação para a 1ª Eucaristia de uma Paróquia para a outra, seja assinada pela Coordenadora Paroquial da Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia e, se for o caso, também pelo Pároco ou por aquele que faz sua vez.
– Durante a preparação, as crianças e adolescentes, juntamente com suas famílias, sejam incentivados e orientados para uma participação mais constante na celebração da Missa dominical.
– Os catequizandos sejam formados para a leitura da Bíblia e para a oração diária, para o sentido missionário da fé, sua pertença à Igreja e participação em sua missão.
– Sejam também incentivados a reconhecer que Deus chama o cristão para diversas vocações e ministérios na Igreja, entre elas, a vida sacerdotal e religiosa consagrada, a vida da família cristã, dispondo-os assim a servir ao Senhor segundo esses carismas.
– Em data próxima à celebração da 1ª Eucaristia, realize-se a 1ª Confissão, feita individualmente, depois de uma Celebração Penitencial adequada, quando se evidencia a presença de Cristo Salvador que perdoa.
– Os confessores, por ocasião da 1ª Confissão, tenham especial cuidado em relação às crianças, evitando criar constrangimentos desnecessários e dificuldades futuras.
– Cada comunidade, ao preparar crianças e adolescentes para 1ª Eucaristia, reserve um tempo para a preparação dos pais dos neocomungantes.
– Nesses encontros sejam retomados os temas centrais da fé cristã, com o objetivo de revigoramento do seu testemunho de fé, através da participação na vida sacramental e apostólica da Igreja.
– Sejam criadas oportunidades para os pais e outros familiares dos catequizandos se aproximarem dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, dispondo-os, assim, à plena participação com seus filhos.
– As celebrações da 1ª Eucaristia revistam-se de aspecto litúrgico festivo, que não haja celebrações individuais, mas tenham verdadeiramente o aspecto comunitário. Sejam realizadas, preferencialmente aos domingos ou em dias santificados, em horário adequado à plena participação da comunidade.
– Não se façam celebrações de 1ª Eucaristia em dias de Festa do Padroeiro, dia de encerramento de missões populares, de bodas ou outros eventos, pois o centro litúrgico de interesse deixará de ser a presença das crianças e adolescentes que celebram a sua 1ª Eucaristia.
– As celebrações sejam realizadas nas Matrizes das Paróquias, Capelas ou Lugares de Culto das Comunidades, de comum acordo com o Pároco e demais responsáveis.
– O Pároco, de preferência, deverá presidir a celebração da 1ª Eucaristia ou, em seu lugar, um outro sacerdote da Arquidiocese e por ele designado.
– A celebração da Missa da 1ª Eucaristia seja preparada por outros catequistas e catequizandos, garantindo uma maior tranquilidade os neocomungantes, parentes e Catequistas mais diretamente envolvidos na celebração.
– Empenhem-se os Párocos ou responsáveis, para que o número dos neocomungantes não seja excessivo em cada celebração. O bom senso pastoral indicará qual possa ser o número ideal de neocomungantes em cada Missa de 1ª Eucaristia. – Sejam as celebrações da 1ª Eucaristia revestidas de simplicidade, não sejam excessivamente prolongadas, porém, belas e participadas.
– As vestes dos neocomungantes sejam simples e de bom gosto, evitando-se o luxo, o exótico , os gastos inúteis e a desigualdade entre os comungantes. As igrejas sejam ornamentadas com simplicidade, sem excessos.
– Os cantos sejam conhecidos de modo que permitam a participação de todos. O acompanhamento dos instrumentos seja adequado e moderado.
– Evitem-se iniciativas ou inovações de ritos que venham transformar as celebrações mais em teatro que verdadeira Liturgia.
– Os fotógrafos e cinegrafistas sejam delicadamente convidados a colaborar com a celebração, evitando a dispersão da assembleia. O bom senso do Pároco e da Coordenação Paroquial da Catequese deverá definir os momentos em que as fotografias e filmagens deverão ser realizadas.
– Aconselha-se vivamente que cada Paróquia tenha um Livro de Assentamento das 1ªs Eucaristias nela realizadas.
– Seja dado um acompanhamento pastoral aos recém-iniciados na vida eucarística. Sinta-se a comunidade Paroquial responsável pelo seu acompanhamento e amadurecimento na fé.
– Este acompanhamento poderá se realizar de diversas formas, entre outras:
1- Implantação nas Paróquias da Pastoral dos Adolescentes, da Perseverança ou Infância e Adolescência Missionárias.
2- Formação de grupos de evangelização com adolescentes e pré-adolescentes.
3- Aproveitamento de crianças e adolescentes para o exercício de funções litúrgicas, como Coroinhas e Acólitos.
4- Encontros específicos para crianças e adolescentes, com manhãs ou tardes de formação.
5- Encaminhamento dos adolescentes para o a preparação para a Crisma, quando chegar o momento apropriado.6- Celebrações penitenciais para crianças e adolescentes.
– Cuide-se para que os Sacrários para a colocação do Santíssimo Sacramento, sejam feitos de material resistente, com suficiente garantia de inviolabilidade e fixos nos lugares onde estão colocados.
– Haja um cuidado especial com a chave do Sacrário, e quando possível uma Capela especial para o Santíssimo Sacramento. -Multipliquem-se momentos especiais de adoração e de louvor à Santíssima Eucaristia, realizando Exposições solenes, Horas Santas, Bênçãos do Santíssimo Sacramento.
– Os fiéis incentivados a reconhecerem no dia a dia a presença real de Cristo na Eucaristia, dando sentido aos gestos de genuflexão ao Santíssimo Sacramento ao entrar e sair da Igreja, ou Capela do Santíssimo quando houver e da adoração silenciosa às sagradas espécies conservadas nos sacrários.
-Mantenha-se sempre acesa a lâmpada do Santíssimo Sacramento, como indicativa da presença real de Cristo que se faz Eucaristia. É mais adequado ao símbolo eucarístico o uso de velas naturais ou lâmpadas a óleo que se consomem , o que não impede o uso de lâmpadas elétricas próprias.
– Cuide-se que o Templo e, de modo especial, a Capela do Santíssimo Sacramento sejam respeitados como lugares sagrados, propiciando clima de silêncio e oração, especialmente para a reverência devida ao Santíssimo Sacramento.
– Deve-se cuidar que nas exposições transpareça claramente a relação do culto do Santíssimo Sacramento com a Missa. Evite-se na exposição todo aparato que de qualquer modo possa contrariar o desejo de Cristo ao instituir a Santíssima Eucaristia, sobretudo para nos servir de alimento, remédio e conforto.
– Durante a exposição do Santíssimo Sacramento proíbe-se a celebração da Missa no mesmo recinto da igreja ou oratório.
– Devido à natureza da celebração sagrada da Missa, o Cristo não deve estar eucaristicamente presente desde o início da celebração sobre o altar onde se celebra a Missa, pois esta presença é fruto da consagração e deve aparecer como tal.
– Se a exposição se estender por um ou mais dias, deverá ser suspensa durante a celebração da Missa, a não ser que seja celebrada em capela separada da nave onde se faz a exposição, e ao menos alguns fiéis permaneçam em adoração.
– O ministro ordinário da exposição do Santíssimo Sacramento é o Sacerdote ou o Diácono que, no fim da adoração, antes de repor o Sacramento, abençoa com ele o povo.
– Na ausência do Sacerdote e do Diácono, ou estando legitimamente impedidos, poderão expor publicamente a Santíssima Eucaristia para a adoração dos fiéis e depois repô-la, o Acólito instituído e outro Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística A estes não é permitido, no entanto, dar a bênção com o Santíssimo Sacramento.
– Para a exposição do Santíssimo Sacramento, sua adoração e bênção, sejam sempre rigorosamente seguidas as normas e rituais próprios, conforme os apresenta o Ritual para o culto eucarístico fora da Missa.
– As procissões internas com o Santíssimo Sacramento sejam realizadas após a benção final, ou, pelo menos, depois da Oração após a Comunhão, com os devidos cuidados, evitando alimentar nos participantes uma visão mágica ou distorcida da Eucaristia, com a necessidade de toques e beijos diretos no Cibório ou Ostensório.
– Por outro lado, os fieis sejam acolhidos e ajudados para que compreendam a importância da Eucaristia como alimento espiritual que nutre a Fé, incentiva a Esperança e fortalece a Caridade. Que sejam também orientados quanto ao valor da Eucaristia como instrumento e expressão de comunhão entre os irmãos e irmãs e de partilha solidária dos bens espirituais e materiais.
– O Ritual de Bênção do Santíssimo Sacramento propõe os seguintes momentos que deverão ser sempre respeitados: Exposição, Adoração, Bênção e Reposição.
– Exposição: Reunido o povo, o ministro aproxima-se do altar, ao som de um canto eucarístico, se for oportuno. Se o Sacramento não se encontrar no altar da exposição, o ministro, de véu umeral, vai buscá-lo, no lugar onde é conservado. O cibório ou ostensório é colocado sobre a mesa do altar coberta com toalha e sobre um corporal aberto.
– Se a exposição for mais prolongada e com ostensório, pode-se usar um trono em lugar bem destacado; cuide-se, porém, que não esteja demasiado alto e distante. Feita a exposição, se for com ostensório, o ministro incensa o Sacramento. Se a adoração se prolongar por mais tempo, o ministro, feita a devida reverência, pode retirar-se.
– Se a exposição for mais solene e prolongada, a hóstia seja consagrada na Missa que precede imediatamente a exposição e colocada no ostensório sobre o altar depois da Comunhão. A Missa terminará com a Oração Pós-Comunhão, omitindo-se os ritos finais. Antes de se retirar, o sacerdote coloca o Sacramento sobre o trono, se for o caso, o incensa.
– Adoração: Durante a exposição, as orações, cantos e leituras devem ser organizados de tal modo que os fiéis, em fervorosa oração, se dediquem ao Cristo Senhor. Para favorecer a oração interior usar-se-ão leituras da Sagrada Escritura com Homilia ou breves exortações que despertem maior estima pelo Mistério Eucarístico. Convém ainda que os fiéis respondam à Palavra de Deus por meio do canto. É conveniente que em momentos apropriados se guarde um silêncio sagrado.
– Durante a exposição mais prolongada do Santíssimo Sacramento, pode se celebrar também alguma parte da Liturgia das Horas, sobretudo as Horas principais; na verdade, por ela os louvores e as ações de graças tributados a Deus na Celebração Eucarística estendem-se às diversas horas do dia, e as preces da Igreja se dirigem a Cristo e por Cristo ao Pai em nome de toda a humanidade.
– Bênção: Ao término da adoração, o sacerdote ou o diácono aproxima-se do altar, faz genuflexão e se ajoelha; entoa-se o hino ‘Tão sublime Sacramento’ ou outro canto eucarístico. Enquanto isso, o ministro, de joelhos, incensa o Santíssimo Sacramento, quando a exposição for com ostensório. Faz a Oração própria da Benção. Terminada a Oração, o sacerdote ou o diácono, de véu umeral, faz genuflexão, toma o ostensório ou o cibório e com ele traça, em silêncio, o sinal da cruz sobre o povo.
– Reposição: Dada a bênção, o próprio sacerdote ou o diácono que deu a bênção, reza o Bendito seja Deus… Deus e Senhor Nosso. Em seguida, o sacerdote ou diácono repõe o Santíssimo Sacramento no sacrário, faz genuflexão enquanto o povo, se for oportuno, profere algum canto de aclamação; por fim, se retira. – O povo cristão dá um testemunho público de fé e piedade para com o Santíssimo Sacramento nas procissões em que a Eucaristia é levada pelas ruas em rito solene com cantos e orações, especialmente na Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor, Corpus Christi.
– Convém que a procissão, na Solenidade de Corpus Christi, com o Santíssimo Sacramento se realize após a Missa na qual se consagrará a hóstia a ser levada na procissão. Nada impede que a procissão seja feita também após uma adoração pública e prolongada, mas sempre depois da Missa e não antes dela.
– Ao buscar as Hóstias no Sacrário, o Ministro abre o Sacrário com respeito, fazendo a genuflexão, ao abri-lo e fechá-lo, a menos que esteja carregando consigo o Santíssimo Sacramento.
– O Santíssimo Sacramento deverá ser sempre colocado sobre um corporal aberto.
– Ao entregar a Comunhão o Ministro deve apresentar a Hóstia dizendo “o Corpo de Cristo” e o comungante responderá “Amém”. Outras expressões, posições ou gestos não deverão obscurecer a realidade eucarística apresentada.
– A comunhão deverá ser entregue na língua ou na mão, devendo ser respeitado o desejo do comungante. Orientem-se os fiéis sobre o modo correto de se apresentar à comunhão, especialmente quando esta for dada sob duas espécies.
– A respeito da comunhão sob as duas espécies, observe-se o disposto na Instrução Geral sobre o Missal Romano (nº 281- 287) ou no Diretório Litúrgico da CNBB.
– Quando, ao distribuir a Comunhão, cair alguma partícula no chão, o Ministro deve consumi-la ou, então, colocá-la no purificatório junto ao Sacrário, se tiver caído da boca do comungante ou em lugar sujo. Não havendo purificatório, o Pároco orientará como proceder.
– Se o ministro está com o Santíssimo nas mãos, não se faz reverência ao Presidente da Celebração, nem ao altar, nem ao Tabernáculo.
– O Santíssimo Sacramento tem sempre a precedência. Nunca se deve levar o Santíssimo numa mão e ter a outra ocupada.
– Para levar a Sagrada Comunhão aos Enfermos o MECE deve usar traje digno, observando o já acima disposto.
– As Hóstias consagradas serão levadas na “teca”, guardada em bolsa própria. Durante o trajeto, o Ministro deve conservar uma atitude de respeito e oração e evitar encontros e conversas fúteis. Ao encontrar outras pessoas, tratá-las com simplicidade e espírito fraterno.
– No caso de enfermos o MECE deve seguir o Rito próprio para a distribuição da Sagrada Comunhão aos enfermos, procurando partilhar, quando possível, junto com o Pão eucarístico, o Pão da Palavra.
– Durante a celebração, a teca deve ser colocada sobre o corporal, deve ser acesa ao menos uma vela e que haja para a purificação dos dedos um recipiente com água. Um outro copo com água poderá estar disponível, caso o doente necessite de um pouco d’ água durante a celebração.
– Ao distribuir a Comunhão, se a partícula vier a cair, deve consumi-la , ou, então, guardá-la na “teca” e depois colocá-la no purificatório.
– Se o enfermo não puder comungar a Hóstia inteira, o MECE deverá fracioná-la e, se for necessário, servi-la numa colher com água.
– A água que o MECE purificar os dedos deverá ser jogada num vaso com plantas ou em lugar adequado, jamais no esgoto comum.
– A teca, sempre que for usada e aparecerem fragmentos das Hóstias consagradas, deverá ser purificada. Recomenda-se cuidar para que pequenos fragmentos de pão eucarístico não se percam. A água poderá ser consumida. Para enxugá-la, deve ser usado o sanguíneo.
– O sanguíneo e o corporal deverão ser lavados somente pelo MECE e a água será jogada conforme orientação dada acima.
– Sobre o jejum eucarístico, o cânon 919 § 1º do Código de Direito Canônico assim prescreve: “Quem vai receber a Santíssima Eucaristia abstenha-se de qualquer alimento ou bebida, excetuando-se somente água ou remédio, no espaço de, ao menos, uma hora antes da sagrada comunhão”, mas pessoas idosas e doentes, bem como as que cuidam delas, podem receber a Santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que a antecede”.
– Se sobrarem muitas Hóstias levadas para a comunhão aos doentes, o MECE deverá devolvê-las à Igreja. Se são poucas, poderá consumi-las.
– O MECE deverá obter a permissão do Pároco para começar a levar a comunhão a cada enfermo que a solicitar e, quando necessário, deverá providenciar primeiramente a sua Confissão. Cessando a impossibilidade da participação na comunhão dentro da própria Missa, o MECE deverá comunicar ao Pároco e deixar de levá-la à casa de quem a solicitou.
– Considerando que em razão da escassez de sacerdotes não poderão ser atendidas todas as famílias, por esse motivo, não são celebradas Missas de Corpo Presente.
– A exceção é feita no falecimento de Sacerdotes, Diáconos, Irmãos Religiosos, Religiosas, Seminaristas, pais e irmãos de Sacerdotes e Religiosos (as).
– Quanto ao local, fica a critério do Pároco, podendo ser na própria Escola, na igreja Matriz ou Capela.
– Quanto ao dia e horário, a comissão de formatura poderá escolher de conformidade com o Pároco.
– Quando as Missas de formatura forem aos sábados ou domingos, observe-se o horário das Missas dominicais.
– Para presidir a celebração da Missa de Formatura, o Padre convidado, deve ter a autorização do Pároco local.
– Os alunos devem ser preparados para as Missas de Formatura.
– Não se entreguem diplomas na igreja após a Missa.
– Não se celebrem cultos ecumênicos por ocasião das formaturas, sem a prévia autorização do Arcebispo.
– A Pastoral da Catequese de Adultos tem por objetivo acolher e preparar as pessoas adultas já batizadas que procuram pelos outros Sacramentos da Iniciação Cristã, a Eucaristia e Crisma, e quando, se coabitando ou casadas somente no civil, para regularizar o Sacramento do Matrimônio.
– A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Catequese de Adultos deve indicar ou preparar os subsídios e as dinâmicas que serão usadas nos seus Encontros.
– Cada Paróquia, considerando as circunstâncias atuais, como exemplo, estudo e trabalho, encontre o justo equilíbrio na duração do tempo a ser estabelecido para a dita preparação.
– Em princípio, a preparação para os Sacramentos sob a orientação da Pastoral da Catequese de Adultos seja, pelo menos, de 16 encontros, com duas horas de duração cada.
– Se o casal está amasiado ou casado somente no civil, caso não esteja impedido por vínculo precedente, ao concluir os encontros da Pastoral da Catequese de Adultos, primeiro se casa no religioso, se confessa, faz a 1ª Eucaristia ou volta a comungar, e depois recebe a Crisma.
– Nas Paróquias, a Catequese esteja preparada para acolher e acompanhar crianças, adolescentes e adultos portadores de necessidades especiais, conforme orientações do Diretório Nacional de Catequese, nºs 202 a 208.
– O caminho de formação do cristão, na tradição mais antiga da Igreja, ‘teve sempre um caráter de experiência, na qual era determinado o encontro vivo e persuasivo com Cristo, anunciado por autênticas testemunhas.
– Trata-se de uma experiência que introduz o cristão numa profunda e feliz celebração dos Sacramentos, com toda a riqueza de seus sinais. Desse modo, a vida vai se transformando progressivamente pelos santos mistérios que se celebram, capacitando o cristão a transformar o mundo. Isto é o que se chama “catequese mistagógica”.
– Seja reconhecida, valorizada e incentivada a Escola Teológica Santana, como instrumento privilegiado de Catequese Permanente, em toda a Arquidiocese.
Continua no mês de agosto… PASTORAL MISSIONÁRIA CUIDANDO BEM DE QUEM JÁ PARTICIPA, ACOLHENDO BEM QUEM NOS PROCURA E PROCURANDO PELOS AFASTADOS
Matriz Sagrado Coração de Jesus
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